O lactato ainda é motivo de discussão entre os profissionais de Educação Física, pois existe uma corrente que trata o lactato como vilão, ou seja, para eles o causador da fadiga muscular é o lactato. Já outra corrente diz que o lactato não é o causador da fadiga, pois o mesmo quando é produzido é consumido pelo próprio músculo como forma de energia.
Através dessa discussão vamos entender como o lactato é formado e o que a literatura atual aponta para os fatores que podem causar a fadiga muscular.
O exercício de alta intensidade promove a formação do lactato devido ao acúmulo de hidrogênio no citoplasma da célula, e isso faz com que o NAD e o FAD torne-se insuficiente para transportar esses hidrogênios para a cadeia transportadora de elétrons. Com isso, o piruvato recebe 2 hidrogênios e com a ajuda da enzima LDH (lactato desidrogenase) forma o lactato.
Para diminuir a formação do lactato é preciso diminuir a intensidade do exercício, ou então contar com a ajuda do tamponamento do bicarbonato de sódio; e esse sódio se junta ao lactato formando o lactato de sódio que será eliminado pelo suor. Esse lactato produzido também pode seguir para o fígado onde gera ATP.
Atualmente a literatura aponta como causa da fadiga muscular o aumento do potássio extracelular que reduz a amplitude do potencial de ação devido a queda do nível cálcio, ocasionando a fadiga. Outra hipótese se dá em relação ao acúmulo do fosfato inorgânico que produz muito hidrogênio e essa produção de hidrogênio inibe a atuação da enzima ATEPASE.
E agora, é o lactato o vilão da fadiga muscular?! Eis a questão!
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