quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Exercício Concorrente

            Você já ouviu falar em exercício concorrente? Atualmente as pessoas que atuam na área do fitness estão estudando muito esse tema. Como o trabalho personalizado ganhou força no mercado, os profissionais da Educação Física precisam e devem ficar atentos com tudo relacionado a perda de peso, condicionamento físico, promoção da saúde etc... para proporcionar aos seus alunos um bom trabalho.
            Nós que trabalhos em academia, sabemos que quase sempre os objetivos pretendidos pelos alunos são: perda de peso ou ganho de massa muscular. Para isso é preciso que saibamos prescrever corretamente o treino para os nossos alunos no intuito de comtemplar seus objetivos.
           O treinamento concorrente é uma estratégia que vem sendo utilizada na intenção de maximizar o gasto energético tanto durante quanto após o exercício por meio do EPOC (excesso do consumo de oxigênio pós-exercício). No entanto, pouco se sabe sobre a influência da ordem de execução sobre o EPOC.
          Programas de exercícios têm sido utilizados na tentativa de aumentar o GED (gasto energético diário) para prevenir ou combater a obesidade e para manutenção da saúde, juntamente com o controle da dieta. Nesses programas, o exercício aeróbio tem sido empregado com o objetivo de diminuir os estoques de gordura corporal e o exercício de força tem sido aplicado na tentativa de preservar ou aumentar a massa magra.
         Um aspecto explorado freqüentemente para aumentar o GED é a realização de exercícios que aumentem o consumo de oxigênio (VO2) após a atividade, isto é, que gerem como ajuste momentâneo um excesso de consumo de oxigênio pós-exercício (EPOC, do inglês, excess post-exercise oxygen consumption). O EPOC tem sido dividido em dois componentes: (a) rápido – queda acentuada em um período de aproximadamente uma hora e (b) prolongado – queda mono-exponencial com duração de algumas horas(5). 
          No caso dos exercícios aeróbios, a magnitude e a duração do EPOC parecem depender diretamente da intensidade e da duração do exercício. Nesse tipo de exercício a realização em intensidades entre 50 e 80% do VO2máx por 5-20 minutos não tem gerado EPOC com duração além de 35 min. Quando a intensidade é próxima ao limiar ventilatório e a duração é de 20-40 min, o EPOC raramente excede 40 min. Contudo, quando o exercício aeróbio é realizado por mais tempo há aumento da duração do EPOC(5).  
          Para o exercício de força, a resposta tem sido mais variável do que ocorre com os exercícios aeróbios. Essa maior variação parece ser conseqüência da possibilidade de diversas combinações de intensidade, número de séries, número de repetições, número de grupos musculares por sessão, tempo de intervalo entre as séries, velocidade de execução, nível de aptidão física, idade, gênero e composição corporal do sujeito(1). 
          Alguns pesquisadores relatam que os exercícios de força proporcionam EPOC entre 30 min e 38h(6-8). Recentemente, Drummond et al.(9) aplicaram protocolo de exercícios concorrente e verificaram o EPOC nas diferentes ordens de execução. Seus resultados apontam que a ordem de execução do exercício concorrente é determinante para uma maior magnitude do EPOC, tendo um maior consumo quando o exercício de força é realizado após o exercício aeróbio. 
          Além disso, esses autores observaram que o exercício de força realizado isoladamente proporcionou EPOC por maior período de tempo (25 minutos) em relação ao exercício aeróbio. No entanto, temos que ressaltar que as diferenças encontradas pelos pesquisadores podem ter sido influenciadas pelo tempo de intervalo de recuperação nos exercícios de força, que foi de um minuto e quarenta e cinco segundos, ainda, o número elevado de exercícios, sete no total, o que é muito próximo do número máximo indicado por sessão (8) pelo ACSM.        
        Outro aspecto que pode ser criticado nesse estudo(9) foi o fato do exercício aeróbio ter sido feito em intensidade relativa ao VO2máx (70%), podendo essa intensidade estar acima do limiar anaeróbio para alguns sujeitos e abaixo para outros, o que resultaria em respostas metabólicas distintas para os participantes envolvidos no estudo.
        A dificuldade em associar e relacionar os estudos com exercícios concorrentes está na diferenças de protocolos, modelo da aparelhagem utilizada, freqüência, duração, intensidade do treino e histórico dos participantes.
 
Fonte: Rev Bras Med Esporte _ Vol. 13, Nº 6 – Nov /Dez, 2007; Artigo: Consumo de oxigênio pós-exercícios de força e aeróbio: efeito da ordem de execução.
 
 

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